domingo, 25 de setembro de 2011

QUANDO AS PESSOAS PERDEM A FÉ


Quando as pessoas perdem a fé
Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks 


É definitivamente estranho. Quanto mais altas as conquistas científicas humanas, mais baixo cai a autoestima humana. Posso encontrar apenas uma explicação. Quando as pessoas perdem a fé em D'us, perdem a fé na humanidade também.


Considere os últimos cinco séculos. Primeiro vieram Copérnico, Kepler e Galileu, e nos ensinaram que a terra, nossa habitação, não está no centro do universo. Não é sequer o centro do sistema solar.


Então ficou ainda pior. O sistema solar é apenas uma minúscula parte de uma galáxia com talvez cem bilhões de estrelas. A galáxia é somente uma parte pequena do universo, com cem milhões de outras galáxias. O planeta que certa vez consideramos tão vasto é um mero grão de poeira na superfície do infinito.


Então veio Spinoza e nos disse que o livre arbítrio é uma ilusão. Somos fisicos. Todas as coisas fisicas estão sujeitas a causas naturais. A conexão ente causa e efeito é necessária. Portanto não há liberdade, exceto a consciência da necessidade.


Então veio Marx e nos disse que a mais sagrada das atividades humanas, a religião, foi um instrumento planejado pelos ricos para manter os pobres em seu lugar, dizendo-lhes que seu sofrimento é a vontade de D'us.


Então veio Darwin e disse que não há nada diferente em ser humano, afinal. Não somos a imagem de D'us. Somos primos próximos dos macacos.


Daí veio Freud e disse que nossos instintos mais elevados são na verdade os mais baixos. Há muito tempo os filhos da tribo se juntaram para matar seu pai, o macho alfa, para poderem tomar seu lugar. Por fim eles foram assombrados pela culpa – ele chamou isso de retorno dos reprimidos – e é isso que é a religião. Ele a chamou de neurose obsessiva da humanidade.


Veio então os neo-darwinianos do nosso tempo para nos dizer que somos genes egoístas e tudo aquilo que parece idealismo, virtude e nobreza de caráter está na verdade apenas a um gene de distância de reproduzir-se na próxima geração. “Arranhe um altruísta”, disse Michael Ghiselin, “e veja um hipócrita sangrar.”


Nossa própria existência, dizem eles, é um mero acidente. Nossa evolucão foi ao acaso. A natureza que nos originou é cega. Se tivéssemos de voltar no tempo e reviver o processo evolutivo não há garantia, nem sequer uma probabilidade, de que o Homo sapiens fosse emergir.


Tudo isso estava sendo dito e pensado enquanto os seres humanos estavam realizando aquilo que nenhuma outra forma de vida jamais realizou, o que nenhuma geração anterior de seres humanos sequer pensou ser possível.


Portanto, quanto mais elevada é a nossa conquista científica, mais baixa é a nossa auto-avaliação. Agimos como anjos; nos vemos como vermes. Às vezes você tem de ser muito inteligente de fato para acreditar numa proposição tão tola.


Sim, somos parte da natureza, mas também temos cultura. Sim, nossas ações têm causas, mas também têm propósitos, aqueles que imaginamos livremente e escolhemos livremente fazer acontecer. Sim, a religião nos consola pelo nosso destino, mas também nos impele a acreditar que com a ajuda de D'us podemos mudá-lo. Daí os cristãos, judeus e outros que lutaram para abolir a escravidão naquela época, a pobreza global atualmente.


Sim, somos parte da família darwiniana da vida. Assim disse Cohêlet: “Um homem não tinha preeminência sobre um animal; pois tudo é vaidade.”


Podemos todos nos sentir assim numa tarde chuvosa de quinta-feira. Porém um estado de espírito não é uma verdade.


Nenhum animal pintou uma caverna equivalente ao teto da Capela Sistina. Nenhum animal disse: “Ser ou não ser.” Nenhum animal filosofou dizendo que ele ou ela poderia ser mais que um humano peludo. Nenhum animal jamais foi ateu, pelo que eu saiba. Podemos compartilhar muitos dos nossos genes com os primatas, como fazemos com as moscas das frutas e com o fermento, mas ainda não consigo ver a semelhança familiar.


Chego à conclusão oposta. Enquanto os judeus se preparam para Yom Kipur, o mais sagrado dos dias, quando ficamos perante D'us em julgamento e pedimos perdão a Ele, eu sei que podemos fazer o que nenhuma outra forma de vida pode. Podemos dizer: “Eu errei.” Tudo que vive, age. Somente nós podemos expressar remorso pelos nossos atos. Somente nós podemos tomar a resolução de mudar.


Somos pequenos, mas somos capazes de grandeza, egoístas mas muitas vezes altruístas, pó da terra mas também a imagem de D'us. Quando eu tenho fé em D'us descubro que recupero também a minha fé na humanidade.

Fonte: www.chabad.org.br

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SEESBi - Dons e Ministérios - Professora Dálcia Freitas


O Erro de Nadav e Avihu e Como distinguir uma Religião Falsa de uma verdadeira?


Serviço da Torah - Assim o ETERNO se agrada!!!

Não podemos fazer o culto ao ETERNO do jeito que queremos ou do modo mais cômodo para quem está na igreja. 
Pense: O ETERNO gosta de ser cultuado da maneira que ELE estabeleceu! 
Não permita que os "fins justifiquem os meios", isso é "Maquiavel". 
D'us quer ser adorado da forma correta, não do jeito que você acha certo!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

QUAL O SIGNIFICADO DA ESTRELA DE DAVI ?


Do Holocausto a bandeira de Israel, qual é o significado mais profundo deste símbolo judaico de seis pontas?

Nos tempos atuais, a Estrela de David se tornou um símbolo judaico muito importante. Esta estrela de seis pontas (hexagrama), formada por dois triângulos entrelaçados, é encontrada em mezuzot, menorá, talit, bolsas e kipot. As ambulâncias em Israel tem o sinal da “Estrela Vermelha de David”, e a bandeira de Israel tem uma Estrela azul de David no centro.
Qual é a origem deste símbolo de seis pontas?
Levando-se em conta a longa e difícil história do povo judeu, chegamos a compreensão de que nossa única esperança é confiar em D’us. As seis pontas da Estrela de David simbolizam o controle de D’us sob o universo em todas as seis direções: norte, sul, leste, oeste, em cima e em baixo.
Originalmente, o nome hebraico Magen David significa, literalmente “Proteção de David”, referindo-se poeticamente a D’us. Reconhece que nosso herói militar, o Rei David, não ganhou por seu próprio poder, mas pelo apoio do Todo-poderoso. Ela também é referência na terceira berachá depois da Haftorá lida no Shabat: “Santificado seja você D’us, Proteção de David”.
Várias outras explicações existem por trás da Estrela de David.
Outra explicação é que a estrela de seis pontas recebe forma e substância através de seu centro. A parte interna representa a dimensão espiritual, cercada pelas seis direções universais. (Uma idéia semelhante se aplica ao Shabat, o sétimo dia que dá equilíbrio e perspectiva ao seis dias de semana).
Na Cabalá, os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: bom versus mal, espiritual versus físico, etc. Os dois triângulos também representam a relação recíproca entre D’us e o povo judeu. O triângulo que aponta “para cima” simboliza nossas boas ações que sobem para o céu, e então ativam um fluxo de bondade pelo mundo, simbolizado pelo triângulo que aponta para baixo.
Uma outra teoria mais prática é que durante o período de rebelião de Bar Kochbá (primeiro século), uma nova tecnologia estava sendo desenvolvida para os escudos utilizando a estabilidade inerente ao triângulo. Atrás do escudo havia dois triângulos entrelaçados, formando um padrão hexagonal de ponto de suporte.
Uma sugestão cínica é a de que a Estrela de David é um símbolo apropriado para a disputa interna que aflige freqüentemente a nação judaica: dois triângulos que apontam para direções opostas!A Estrela de David é um triste símbolo do Holocausto, quando os nazistas forçaram os judeus a vestir uma estrela amarela que os identificava. Na realidade judeus foram forçados a vestir distintivos especiais durante a Idade Média, ambas por autoridades muçulmanas e Cristãs, e até em Israel, na época do Império otomano.
Então, mesmo sendo uma estrela azul flutuando orgulhosamente numa bandeira, ou uma estrela de ouro adornando a entrada de uma sinagoga, a Estrela de David permanece como uma lembrança para o povo judeu de que em D’us nós confiamos.